quinta-feira, 12 de julho de 2007

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Cesar Maia, o estúpido.


É sempre bom repetir. Cesar Maia só abre a boca pra falar merda. Só tecla pra escrever burrices. Só existe para representar o Demo no Rio.


Alguns não têm a capacidade de articular esteticamente os discursos, a realidade, a arte, o belo. Cesar Maia, além disso, também não é capaz de elaborações políticas um pouco mais refinadas. Só sendo mesmo muito burrinho para aguentar aquele ex-blog dele.


Peguei do Dia. Aqui tem a “Íntegra da Nota do Prefeito” que, a matéria diz, foi postada naquele ex-blog onde ele vomita suas besteiras.

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Amostra do discurso chapa branca sustentado pelo Globo.


É com esse tipo de idiotice que sou obrigado a conviver. O ignorante do repórter policial que postou esse absurdo no seu blog é mesmo um retardado. Não sei de onde ele tirou a idéia de ser essa pichação pró-armamento. Só pode ser do conhecimento primário que ele tem de discurso, arte, significado e expressão. Fazer uma afirmação dessas entrega a baixa capacidade que esse sujeito tem de interpretar a complexidade do mundo que o rodeia. Esse tipo de pensamento está no grau mais básico da compreensão estética. Coisa de homem das cavernas mesmo. Alguém precisa dizer para esse cara que pintar uma árvore cortada não quer dizer que o “pintor” seja a favor do desmatamento e que colocar um fuzil na mão do ridículo Cauê não significa que o autor queira combater o Pan com armas. Os pintores estão de parabéns. Fizeram um stencil muito bacana e mostraram o que todo mundo quer esconder. Vai ver por isso esse barulho todo, não contra a violência, mas contra o ato de protestar.


E no final o cara ainda manda exatamente o que eu falei em um post anterior, pedindo “manifestação com respeito e tolerância ao direito de todos que vão participar da festa”. É inadmissível exigir isso quando os participantes da festa não respeitam o direito de quem não conseguiu um lugar dentro da boca-livre.


quarta-feira, 11 de julho de 2007

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No post anterior faltou dizer que o stencil dos caras é bem bacana.


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O Globo é ridículo mesmo. Usa confusão como método de informação. Para o jornal e grande parte da bem situada situação política, protesto só pode se feito se maneirar o tom. Voz alta, intervenção, não é protesto, é vandalismo, destruição, terrorismo. Como se todos fossem obrigados a estar de acordo com os absurdos do Pan e com o absurdo da Cidade, não admitem reclamações, de qualquer tipo. Se alguém quiser reclamar, que o faça baixo e escondido.

Coisa de gente saudosa dos tempos de ditadura. Agora preferem simplesmente negar a realidade, fingir que não existem crianças com arma na mão. Esquecem inclusive que acabaram de matar algumas no recente conflito no Complexo do Alemão.


Apesar de não ser pichador e de nunca ter recorrido a esse recurso para me expressar, vejo legitimidade em ações desse tipo. É o preço que se paga pela hipocrisia, pela mentira. Quando o descontentamento encontra todos os canais oficiais de comunicação fechados o que é possível fazer? Mandar uma cartinha para o Cesar Maia?


A imagem eu achei no A Verdade do Pan 2007.


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Mais um exemplo de carioquice típica.


O carioca é um desgraçado. Sempre quer se dar bem, não importa a situação, não importa o método. Ele se acha melhor que os outros ou simplesmente nem sabe o que é o outro. O carioca estaciona onde quer, não pára no sinal, usa o acostamento como pista, faz qualquer coisa em troca de outra e ainda reclama que está sendo passado para trás em Brasília. Que raça ruim. O Pan já começou todo errado, desde a época de projeto, por ter muito carioca envolvido. Está no sangue de nossa gente a propensão à corrupção, ao esculacho, ao desrespeito. Não adianta achar que um evento de porte internacional muda a base do comportamento de um povo. Isso não existe. O que acontecerá é que os Jogos Pan-Americanos vão acontecer e o carioca vai fazer de tudo para continuar se dando bem. O caso relatado no Blog do Pan do estadao.com.br não é exceção. O carioca é assim. Não há Pan, Parapan, intervenção da ONU ou bomba atômica que dê jeito.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

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O Pan é propaganda política do Cesar Maia, aquele do Demo.


Acho que descobri o verdadeiro objetivo do Pan. Servir de propaganda política descarada para o prefeito do Rio e seu partido do Demo. Essa página pessoal do Cesar Maia deixa isso bem claro, mostrando construções do evento esportivo como se fossem obras dele e não da Prefeitura. Cesar Maia sempre gostou de confundir o cargo de prefeito com a sua própria imagem e, como político safado, se apropria de “realizações” da máquina administrativa como se fosse o criador/idealizador/construtor/dono. O Pan pode ser mostrado como conquista da Prefeitura, mas não como obra do homem que ocupa um posto eletivo. Quem pagou por tudo foi o povo carioca e não o Cesar Maia.


Que desgraçado.

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A Palhaçada do Pan não é atualizado com a freqüência que eu gostaria. O motivo, porém, não é a tão comum falta de assunto que mais cedo ou mais tarde acaba vitimando boa parte dos blogs. O que emperra A Palhaçada é o excesso. É tanta coisa escabrosa, tanta coisa bizarra, tanta sem-vergonhice da organização do Pan que os assuntos entopem minha cabeça e provocam curto. Ao longo do dia a rotina de pesquisa me mostra inúmeros casos que merecem comentários. Mas confesso, é demais para mim. Não sou capaz de lidar com tanta coisa feia ao mesmo tempo.


Nos últimos dias tivemos notícias de acontecimentos horrendos, safadeza policial, trabalho escravo na Vila do Pan. Tudo isso no meio de uma reorganização forçada do trânsito e do colapso total dos transportes públicos (na sexta-feira fiquei mais de duas horas parado em um engarrafamento em um local onde nunca havia engarrafado antes). É muita barbaridade para uma cabeça só.


A idéia era começar a falar sobre o plano da CET Rio, mas outros acontecimentos requisitaram urgência. Pelo que pude perceber no pdf com as rotas e pelo que pude notar no meu trajeto casa/trabalho, eu ficaria ilhado em Jacarepaguá, refém das faixas laranjas, caso não tivesse pensado em uma estratégia de fuga.


Se a Prefeitura é obrigada arquitetar um plano especial de transporte que privilegia o uso das vias pela Família Pan, ela acaba por assumir que o trânsito é um empecilho. Se fosse bom, ela não precisaria fechar ruas e reservar pistas para as delegações de atletas. A única coisa que qualquer prefeitura ou governo decentes podem fazer para resolver o problema do trânsito é investir pesado em transporte público e peitar máfias de empresas e cooperativas de ônibus e vans. Cesar Maia sabe que o problema do trânsito existe no Rio por simples falta de transporte de massa somada ao espírito de porco do carioca, criatura que odeia pobre e contato com pobre.


Diante do iminente aumento do caos e no auge de seus delírios, nosso prefeito tem a coragem de pedir para que usemos transporte público durante o Pan.


Qual transporte? Ele existe?


Lá onde eu moro, não.


Cesar Maia só abre a boca pra falar merda.



sexta-feira, 6 de julho de 2007

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Antecipei o luto. Era para começar só no dia dos jogos, mas a Cidade e o Estado me obrigam a não esperar até lá.

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Da página da PMERJ

MISSÃO, VISÃO E VALORES DA PMERJ
MISSÃO DA PMERJ
Atender, de forma eficaz e definitiva, às demandas relativas à preservação da Ordem Pública, aumentando a sensação de segurança da população, satisfazendo as expectativas e necessidades da comunidade e criando com os cidadãos uma relação de confiança e respeito mútuo, em conformidade com os princípios éticos e legais.
VISÃO DE FUTURO DA PMERJ
Ser uma empresa-cidadã, percebida pela comunidade como uma instituição moderna, reconhecidamente transparente e eficaz, destacando-se pelo uso de tecnologia avançada e por profissionais motivados e capacitados, sensíveis aos anseios da população e comprometidos com o cumprimento das leis e a proteção da sociedade, através da melhoria permanente dos serviços prestados.
VALORES DA PMERJ
› Ética
› Responsabilidade social
› Qualidade na proteção e atendimento ao cidadão
› Melhoria contínua dos serviços
› Máxima integração PM x Comunidade
› Comunicação clara e constante com os públicos
› Valorização do público interno
› Orgulho de ser Policial Militar
› Modernização
› Educação com aprimoramento constante
› Lealdade
› Uso gradativo da força
› Inteligência
› Cordialidade

quinta-feira, 5 de julho de 2007

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Introdução ao próximo post


A CET Rio mostrava isso ontem na Internet.

Vejam hora do relógio da câmera e comparem com a do computador. A hora do computador estava certa.


Essa câmera não era exceção, não era apenas uma pequena falha, como é possível ver nas imagens abaixo.



Tudo azul para essa câmera. Que beleza!


Mas o pior é que a “falha” permaneceu ate tarde. Vejam, quase meia-noite e tudo continuava errado.




Não adiantava ficar atualizando o frame específico da câmera. Ele não mudava.


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Continuando.


Arnaldo Antunes pisa mais uma vez. E dessa vez pisa feio.


Fazer anúncio de televisão para grande provedor de Internet já foi difícil de engolir. Também não deu para achar nem um pouco bacana gravar voz e textos seus para comercial de supermercado. Arnaldo Antunes, pelo menos para mim, era uma pessoa que construiu uma imagem artística baseada na crítica e na formulação de novas possibilidades estéticas. Foi muito triste vê-lo vincular sua personalidade de criador ao mercado. Não me cabe questionar as escolhas de ninguém. Sei disso. Mas a partir desse momento a figura de Arnaldo Antunes perdeu muito do seu valor.


Tudo bem, passou.


Quando estava me reconciliando de verdade com as criações do Arnaldo, quando estava voltando a folhear seus livros de poesia, quando estava começando a recolocar seus Cds para tocar, vem ele e me faz mais essa.


Foda. Aí também já é demais.


Vou jogar tudo fora. Cds, livros, tudo.

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Vamos com calma pois tem muita coisa para ser comentada.


Começando.


Comerciantes reclamam de "monopólio" na produção de artigos do Pan


Notícia do JB Online, muito boa. Os cariocas, inocentes, realmente achavam que o bolo seria comido por todo mundo. Eles também continuam acreditando em coisas do tipo “inclusão pelo esporte” e “desenvolvimento social” no rastro do Pan.


Desde o início o Pan já se mostrava como projeto egoísta. Foi imposto e, diante da apatia carioca, aceito. Os ganhos prometidos até agora não apareceram. E os transtornos escondidos estão prestes a pular no colo de quem mora no Rio. Evento excludente, todo ele foi pensado para beneficiar apenas uma ínfima parte da população da cidade.


Quem não está satisfeito, insatisfeito ficará. Como em uma ditadura, com Cesar Maia e a corja do CO Rio não adianta falar.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

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Acho que estou começando a entender melhor como as coisas funcionam na CET Rio.

A cobertura dos boletins de trânsito se restringe ao que as câmeras monitoram. Com tanta câmera fora de operação, a CET Rio não é capaz de fornecer informações abrangentes e confiáveis. Abaixo vemos porque não há nada sobre o transito em Jacarepaguá.

Por essa figura dá também para perceber que a câmera mais próxima do buraco da CEDAE na Ayrton Senna não poderia mostrar nada.


Os mapas foram capturados da página da CET Rio.

terça-feira, 26 de junho de 2007

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Já corrigi o erro no meu desktop que alguns devem ter notado no post anterior.


Ele não está mais assim:

Agora ele está assim:


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A CET Rio mente.

E não só isso, a CET Rio também tem uma das piores páginas oficiais na Internet.


Com um buraco enorme na Ayrton Senna e um trânsito medonho por ele provocado, é isso que aparece no boletim da CET Rio na Rede:


Não dá para acreditar. Tudo livre! Duvido muito.


Ontem fiz questão de voltar para casa por lá. Bem tarde, para não correr o risco de ficar engarrafado na minha mão. Queria só passar perto do buraco na outra pista. O engarrafamento era enorme.


O boletim só monitora a Avenida Ayrton Senna na altura do Hospital Lourenço Jorge. Talvez por isso:


O Globo, 25/06/2007
Edição impressa

Metade das 10 câmeras da Barra está quebrada
Problemas em equipamentos em vários bairros a 18 dias do Pan, podem prejudicar controle de tráfego durante os Jogos.

Já me fodi feio mais de uma vez por confiar no que aparece na página da CET Rio. Na última, umas semanas atrás, levei mais de uma hora e meia para fazer um trajeto de 10 minutos. Saí do trabalho tarde e entrei no site da CET Rio para ver como estava o trânsito em São Conrado. Eles diziam que tudo estava bem. Assim que saí do Zuzu Angel, parei. Tudo porque o elevado do Joá estava completamente fechado ao trânsito, desviando-o para a estrada do Joá. Detalhes importantes: a mão no Joá continuou dupla e, isso assusta, nada na página da CET Rio dizia que a via estava fechada.


Engarrafado, falei com uns serviçais da CET Rio que “orientavam” os motoristas. Foi a conversa mais esclarecedora que já tive com esses seres. Segundo eles, o trânsito estava uma verdadeira titica e, como funcionários da CET Rio, eles eram apenas pau mandados. Afirmavam isso com um orgulho incompreensível, como se ser pau mandado fosse a maior honra que um homem pode esperar de sua carreira.


A partir desse dia a página da CET Rio, que sempre funcionou mal, deixou de servir de fonte de informação confiável. Passei também a entender porque o caos impera nas ruas do Rio. É o que acontece quando se deixa o serviço de “Engenharia de Tráfego” nas mão de incompetentes assumidos.


O que posso esperar para o Pan, com um esquema de trânsito fechando ruas e pistas de avenidas traçado por essas criaturas?

segunda-feira, 25 de junho de 2007

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Para a administração Carioca, o que é ruim sempre pode ficar pior.


É o tipo de coisa que não pode acontecer.


As imagens falam sozinhas.


2 pistas interditadas. Onde? Em frente à Vila do Pan. Esse detalhe nem é relevante. Poderia ter afundado o asfalto em qualquer lugar que o absurdo seria o mesmo.


Sempre algo dá errado nessa cidade. Não há dia normal, sem transtorno, por menor que seja. Isso é material para um post mais profundo e detalhado a ser preparado no futuro.


Peguei as fotos do Globo.

A contagem regressiva continua. 17... 16... 15...

sexta-feira, 22 de junho de 2007

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Como meus 12000 leitores diários devem ter notado, estou fazendo umas modificações estéticas no blog. Nada é definitivo.

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Michel Castellar tem um blog bem interessante sobre o Pan no Estadão. Muito bem informado, ele sempre escreve sobre todos os aspectos do evento e, é claro, de vez em quando vacila.


O último post que li é uma dessas derrapadas do Michel, que parece ser complacente demais algumas vezes.


No post, chamado “Esse é o nosso Brasil”, Michel basicamente diz ficar admirado com a capacidade que o brasileiro tem de se doar para as maiores roubadas. No caso do Pan, nem toda a palhaçada da organização afastou os 15000 voluntários solícitos.


É justamente aí que está o engano. Os desgraçados aproveitadores abusam do dinheiro público, atrasam obras, não cumprem o prometido, sempre com a maior cara de pau, porque sabem que no fim terão sua iniciativa apoiada com estardalhaço pela população massacrada.


Duvido que o Pan, ou qualquer outro evento de monta, seria essa bandalheira se o povo carioca fechasse a cara e se recusasse a apoiar a organização da maneira como ela está sendo feita. Duvido que teríamos tantas notícias de mau uso de verba pública se o cidadão cobrasse efetivamente o que estava nos planos originais da candidatura do Rio de Janeiro. Se fizessem protestos contundentes, no lugar de abraçar acriticamente qualquer idéia privada ou governamental, as coisas seriam muito diferentes e o Pan teria motivo para acontecer. Em um processo aberto, com benefícios claros, até eu faria questão de participar.


O que me parece é que esses voluntários estão mais para otários. Vão trabalhar por quase nada enquanto uma cambada suja enche o bolso de dinheiro.


Digo mais uma vez: Bem feito. Se já sofrem, precisam sofrer muito mais. Só assim aprendem alguma coisa.

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Do Estadão.


Marcos D´Paula/AE


O cara da foto é um iludido que veio do Rio Grande do Sul de bicicleta para ser voluntário no Pan. Ele não é o motivo que me fez colocar a foto no blog. O que me chamou a atenção são os policiais armados e preparados para a guerra, posicionados no Centro de Credenciamento. O Ministro dos Esportes estava presente e com muito medo. No Rio de Janeiro a paz só é garantida com armamento muito, mas muito pesado.


Que incoerência!




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A Folha de São Paulo continua com uma cobertura um pouco mais crítica do Pan. Os jornais do Rio só pegam no pé da organização quando os problemas ficam descaradamente expostos. Essa matéria é só para assinantes, por isso colo ela inteira aqui.


São Paulo, sexta-feira, 22 de junho de 2007

Vizinhos afirmam que Engenhão é "bonito de se ver, difícil de se conviver"

DA SUCURSAL DO RIO

Amanhã, a menos de três semanas do Pan, o estádio João Havelange, construído para os Jogos, será alvo de uma passeata/carreata de protesto feita por moradores do Engenho de Dentro (zona norte do Rio). Para criticar o Engenhão, que abrigará atletismo e futebol, a Amete (Associação de Moradores do Entorno do Engenhão) adotou um lema: "É bonito de se ver, difícil de se conviver".
Uma parte feia de se ver -e ruim de sentir o cheiro- é um lixão que cresce diante da bilheteria da ala norte, que é alimentado até pela própria prefeitura. Pedaços da antiga calçada da rua das Oficinas, que está sendo trocada, foram para o terreno.
A Secretaria Municipal de Obras informou que irá apurar se os entulhos são dos serviços ao redor do estádio. Segundo a secretaria, as obras trarão melhorias significativas na drenagem da região, além da urbanização.
A favela Belém Belém se expande pelo terreno, sem saneamento básico. Moradores dizem que ratos e mosquitos são fartos no local.
Na rua Henrique Scheid, o piso de muitas casas ficou abaixo do nível das calçadas, o que dificultará o escoamento da chuva. Por causa das obras, os moradores enfrentam quedas de energia.
"Falam que nossos imóveis vão valorizar em 20%. Só vejo desvalorização", diz Marcos Barros, 46.
Anteontem, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) confirmou que 18 ruas do entorno serão interditadas durante o Pan. Moradores sem garagem terão de estacionar longe de casa.
Ainda há o medo de violência nos jogos de futebol e a frustração com a não-realização, até agora, de uma série de projetos, como um novo sistema viário.
"Não recebemos nenhum benefício prometido. Não houve estudo de impacto de vizinhança", diz o presidente da Amete, Anibal Antunes.
"É sempre assim com todas as obras grandes. Os moradores tentam tirar vantagens para seu bairro. Isso é democrático. Assim como fazer passeata", disse o prefeito do Rio, Cesar Maia.


Domingo passado, voltando para casa, peguei um ônibus que vai pelo subúrbio, margeando a linha do trem e passando bem perto do Engenhão. Deu para notar que tem muito entulho na rua. Há trechos sem calçada transitável. Dentro de uma estação, a mais próxima do estádio, tudo estava muito arrumado e limpo. Fora, porém, o cenário era o oposto. Muitas obras inacabadas, muito tapume, pouco lugar para pessoas andarem.


Como sempre, Cesar Maia só fala merda (negrito meu no texto). Como assim tirar vantagem? Só o acéfalo prefeito consegue imaginar e realizar obras que não tragam vantagens.


Minha consciência continua em paz. Nunca votei nesse monstro. Já os cariocas...


Só me resta dizer bem feito. Vamos ver se esse povo aprende com o sofrimento.